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Aventura do documento: roteiros de caminhadas

 

 

 

Roteiros de caminhadas: Florianópolis

 

Caminhada 1

O roteiro proposto passa por alguns pontos da região central de Florianópolis. Partindo do Largo da Alfândega, segue em direção ao Mercado Público e às construções remanescentes dos tempos de maior representatividade da empresa Hoepcke no cenário econômico estadual, encerrando o trajeto no monumento a Rita Maria. Os pontos percorridos permitem reflexões peculiares acerca das transformações urbanas de Florianópolis e das relações entre patrimônio edificado, memória e identidade.

 

Caminhada 2

O roteiro proposto permite pensar algumas das remodelações urbanas ocorridas em Florianópolis durante o século XX. Engloba áreas que foram totalmente “varridas” pelas políticas higienistas, como a antiga Pedreira (região da casa de Victor Meirelles e do Museu da Escola Catarinense) e do Rio da Bulha, cuja canalização e remodelação dos arredores é o principal marco das transformações da cidade no início do século XX. Também abrange a região do aterro, que abrigaria um parque modelado pelo renomado paisagista Burle Marx, cujo projeto foi profundamente alterado no processo de execução.

 

Caminhada 3

O roteiro proposto tem como referência dois eixos de expansão urbana de Desterro/Florianópolis: a antiga Rua Áurea (hoje Rua Visconde de Ouro Preto) e a antiga Rua das Olarias (hoje Avenida Mauro Ramos), ambas ligando a área urbana mais antiga, através do bairro do Mato Grosso, à “Praia de Fora” e ao bairro de Pedra Grande. Os pontos do percurso assinalam registros de memória representativos da atuação das elites florianopolitanas, nos planos político, econômico e cultural. Mas são também pontuados por vestígios, no espaço urbano, da presença de outros sujeitos que, mesmo próximos desses locais, não compartilharam das mesmas relações de sociabilidade: mendigos, órfãs, operários.

 

Caminhada 4

O roteiro proposto tem como referência o eixo de expansão urbana de Desterro/Florianópolis dado pela Rua Esteves Jr. (antiga Rua do Passeio), rumo à Praia de Fora. Para a formação desse eixo, foi fundamental a presença do Forte São Francisco Xavier. Após a construção do sistema de defesa da Ilha em meados do século XVIII, até aproximadamente meados do XIX, o desenvolvimento da cidade era, em boa parte, definido pelos caminhos que ligavam esses fortes entre si e a cidade a eles. O percurso apresenta vestígios de diferentes modelos habitacionais que em determinados momentos ocorreram simultaneamente ou gradativamente se sobrepuseram. Os pontos destacados remetem a esses modos de viver e morar: casas geminadas, chácaras, chalés. Por outro viés, enfatizam-se construções ligadas à implementação de políticas educacionais na cidade: grupos escolares, faculdades etc.

 

Caminhada 5

O roteiro proposto tem como referência o eixo de expansão urbana dado pelo antigo caminho do Estreito, hoje convertido em ruas e avenidas. O percurso abrange porção significativa de uma área que até 1944 pertencia ao município de São José, passando a integrar a capital por políticas de revisão territorial que procuraram fortalecer a imagem de Florianópolis e suprir necessidades estruturais do Continente. Os pontos destacados dão um interessante panorama da presença do Estado neste bairro, sobretudo através de instituições de ensino e de células das Forças Armadas; por outro lado, é assinalada a ocupação dos espaços por organizações religiosas, bem como a presença de atividades recreativas que compõem a identidade de um bairro que de seu passado quase tudo devora em sua constante transformação.

 

Caminhada 6

O roteiro proposto tem como referências as principais vias da região da Trindade. Percorrendo seus caminhos e refletindo sobre os principais pontos do percurso, é possível perceber o papel decisivo na trajetória dessa região que tiveram, especialmente até a década de 1960, a Igreja Católica e, a partir dessa data, a Universidade Federal de Santa Catarina. Destaca-se também a atuação de agentes culturais diversos, de skatistas a criadores de curiós.

 

Caminhada 7

O roteiro proposto tem como ponto inicial a antiga Alfândega do Sambaqui, na Rua Gilson da Costa Xavier, número 2990. O trajeto segue rumo à área que concentra maior número de pontos significativos para pensar a história de Santo Antônio de Lisboa, como a Igreja Nossa Senhora das Necessidades e o calçamento feito para a visita do Imperador em 1845.

 

Caminhada 8

O roteiro proposto destaca pontos da cidade que, localizados na sua área central, estiveram ou estão associados à presença de afrodescendentes, na condição de locais de trabalho, moradia, entretenimento ou de manifestação de religiosidade. Pontos, enfim, significativos na criação de redes de sociabilidade e solidariedade. O percurso tem como ponto inicial a Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, seguindo na direção do antigo bairro do Mato Grosso, destacando a própria topografia da região e o processo de ocupação dos morros. Prossegue tendo como referência o antigo Rio da Bulha, indo desembocar na região antes ocupada pelo porto, hoje aterrada.

 

Caminhada 9

A nona caminhada tematiza a presença da arquitetura modernista no Centro de Florianópolis. Diferentemente do que ocorreu nas caminhadas anteriores, propõe-se que os participantes, partindo do mesmo ponto (o edifício do IAPC), dividam-se em três grupos, de modo a percorrer diferentes áreas do Centro, devidamente assinaladas no mapa (identificadas como A, B e C). Em cada uma dessas áreas, algumas edificações foram destacadas, mas espera-se que os participantes ampliem esse levantamento, indicando outras edificações que, no seu entender, apresentem características modernistas. Para isso, poderão, além de fotografá-las, registrar sua localização na ficha que acompanha os comentários.Ao final dos percursos, propõe-se que os participantes se dirijam para o CEISA Center, para compartilhar suas impressões e registros.

 

Página atualizada
em 26 fev.2011

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